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Alien's Home

Eu, sem filtros...

por Alien, em 04.03.23

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... decidi escrever algo pessoal.


Sentados? O chichi já foi feito? Lavaram as mãos? Ok, então aqui vai nada, ou qualquer coisa.


Não sou um ser que passa pelos pingos da chuva. Aqueles que me conhecem, ou gostam ou imbirram, não há meio-termo. Não entendo por que carga de água a minha pessoa atrai paixões ou ódios. Mas, sinceramente é um assunto que ficará – talvez – para outro texto.


Desilusão. Não, não vou escrever sobre as pessoas que já me desiludiram, vou sim falar do processo que leva outras a ficarem desiludidas comigo.


O fogo-de-artifício e quando este chega a um termino. É assim que vejo a situação e como dou conta que as pessoas que desiludi, nunca me conheceram verdadeiramente, daí a desilusão.


O impacto que tenho nas pessoas que me conhecem e se deixam cativar é tipo fogo-de-artifício.

Cria-se de imediato uma empatia, um laço aparentemente forte, acendalhas voam do meu corpo para a outra pessoa. Revelo partes de mim complicadas, ou aparentemente complicadas, o que deixa com que os outros sintam que “são uma coca-cola no deserto para mim.

Não pensem que faço jogos, não entro nesse tipo de brincadeiras, vou-me revelando, posso mesmo contar mais do que devia aos outros, mas deixo sempre uma parte de mim com a porta entreaberta.


É o que está por detrás dessa porta que mais tarde vai desiludir o outro. Aí, nessa outra divisão encontram-se os meus limites. Encontra-se a importância que dou verdadeiramente ao outro, à vida. Não me culpem por apenas verem o fogo-de-artifício.


Desiludi. Sim. Culpa minha? Não sei.


Por vezes tenho a sensação de que os outros apenas vêem verdadeiramente aquilo que querem ver; uma Alien divertida, com a qual podem contar para o que der e vier, que expõe as suas emoções sem medos, que sabe que a queda pode ser grande consoante a importância que dá ao outro, mas que arrisca quando pensa valer a pena.


Onde reside o problema? No meu lado mais obscuro, no meu lado mais frio, que se desliga com facilidade do outro quando se dá um curto-circuito na relação. Fecho o meu coração com a mesma rapidez que o abro.


A desilusão, a dos outros, dá-se quando me querem mudar. Quando querem algo que apenas dou quando sinto que chegou o momento. As minhas palavras e acções deixam de ser compreendidas e dá-se o caos. Se sou egoísta quando menciono que gosto que as coisas sejam feitas de acordo com os meus limites? Sou.


A desilusão dá-se quando o outro nunca me conheceu verdadeiramente. Dei a conhecer pedaços da minha vida, dei a minha mão sempre que foi solicitada, nunca virei as costas mas pedem-me mais.


O encanto perde-se. Tal como nas relações amorosas, também nestes casos o encanto perde-se quando eu, não dou da forma esperada o que me é pedido. Parte de mim que apenas poucos dedos da minha mão detêm. Cinco? Quatro? São as pessoas que conhecem a minha verdadeira essência, o que realmente sou e, posso dizer que essas não se desiludem comigo, sabem como lidar com determinadas situações quando estas se revelam. Já viveram o fogo-de-artifício e passaram para o outro lado, foram capazes de entrar na porta entreaberta e conhecer-me realmente.


Tenho consciência de que o fogo-de-artifício atrapalha. Mas, não me posso culpar por isso. É necessária muita paciência até que o outro me consiga conhecer de verdade e, o mais irónico é quando pensam que me conhecem e apenas tiveram uma amostra da superfície, do fogo de artifício.


A todas as pessoas que desiludi não peço desculpa. Não posso mudar, não sou capaz. Se por qualquer motivo se deixaram ofuscar, acreditem que não foi por feito meu. Acção planeada. Foi por circunstâncias que me escapam. A cegueira não foi provocada intencionalmente por mim.


Tenho sempre os sentimento dos outros em atenção, faço de tudo para não decepcionar, mas só tenho cinco dedos e nesses cinco encontram-se pessoas por quem eu faço qualquer coisa, porque sei que nunca me iram deixar ficar pendurada. São família. Não vêem o fogo-de-artificio, vêem-me a mim.


Desiludi. Vou continuar a desiludir até que o outro consiga entrar na minha porta entreaberta sem ser ao pontapé.


Mas isto sou só eu

p.s se este texto pareceu confuso, deixem para lá, o próximo será sobre as gaivotas e o Tejo. 

 

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